TERÇA-FEIRA IV DA QUARESMA

Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda». No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Aquele dia era sábado.


João 5, 8-9




Neste Evangelho surgem duas características de Jesus que se vão tornando cada vez mais relevantes: o mistério e a afirmação de que Jesus é o filho de Deus. A cura do doente da piscina probática sai do que era o padrão comum das curas de Jesus, ou seja, as curas eram resultado de um percurso de fé já percorrido, enquanto que aqui, o doente parece não ter fé, não reconhece quem o salvou. Este não reconhecimento levou, por parte do paralítico e de todos aqueles que o interrogavam, a questionarem-se sobre quem é que é este homem que curou e que violou o sábado? Que autoridade é esta? Então, Jesus não causa a fé para depois curar, mas cura, para que assim leve toda a gente a procurar a Sua identidade. A violação do sábado não deve, nem pode ser entendida como um acto revolucionário, mas sim como uma afirmação clara de que Jesus é filho de Deus. Esta afirmação é causa de distúrbio e de escândalo. É difícil aceitar o “escândalo” que é Jesus, aceitar que Deus se fez Homem e veio à terra, rompendo com a quietude do nosso “sábado”. É necessário compreender que Jesus está acima do verbo da Lei, porque Ele é o Verbo. Isto é, compreender que só, e somente só a Deus é que devemos a nossa obediência. Assim, é importante procurar a beleza que existe em ser-se servo, despojado da dimensão de “eu” e cheio da dimensão do “Ele”, pondo de parte tudo aquilo que seria menos desafiante, o que seria o mais prazeroso, o que se calhar até faria mais sentido para cada um de nós. Pôr-se tudo de lado para se ser cegamente obediente – ser-se cego para se ver melhor.


Proposta

Hoje ouve esta música. E reza!



Maria, querida Mãe, que deste o teu "sim" com confiança cega em Deus, ajuda-nos a ser igualmente obedientes.

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